Sabes quantas amizades resistem a raiva e ao ódio, a problemas e discussões, magoas e lágrimas? Aqueles que têm coragem de não te deixar cair, não são corajosos.
Nunca te saberias levantar.
Desculpa se te fiz cair mas não desculpes não te ter levantado. Eu sabia o que estava a fazer.
Lembraste de chorares? Eu também.
E se te limparam as lágrimas, sei que não o fiz. Nem o farei. Chora. Chora com vontade. Chora até secar. Ate não haver mais lágrimas a chorar.
E quando chorares tudo e olhares para mim. Odeia-me. Mais uma vez.
- Porque não estive lá eu?
- Porque não ligaste para mim?
- Porque não correste para mim?
Porque se precisares mesmo de chorar, não serei eu ou nada do que disser que o vai impedir. E se alguém te valer para não chorares, é mais dor que ficou para ti.
Se quis falar contigo? Quantas vezes… Só que as conversas que precisavas de ter não eram comigo. Eram com quem quisesse dizer que sim. Dizer-te que sim. Eu é que sempre fui do contra. E tu que pensaste que fosse contra ti.
Dizer-te que não, não era dizer-te não. Tu percebeste tudo tão mal. Devia-te ter deixado cair, ter-te deixado cair mesmo. Mas sem te dizer que ias cair. Mas foi esse o erro. Dizer-te. Mas eu sabia, tinha que dizer.
E diria-te outra vez, por muito que isso custasse mais dentro de mim, do que dentro de ti. Mas tu não vias.
Hoje, já vês?
Foi por amor.
E será sempre por amor.
SoraiaPereira
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